Hotel de luxo reabre as portas em SP com parceria com hospital Einstein

Com um novo restaurante ao ar livre com estrela Michelin, o primeiro final de semana do Palácio Tangará já está com 75% da ocupação permitida


O Palácio Tangará, hotel de luxo na cidade de São Paulo, passou quase seis meses com as portas fechadas, sem receber nenhum hóspede. Agora se prepara para reabrir com novos atrativos, um restaurante ao ar livre e protocolos de segurança feitos em parceria com o hospital Albert Einstein.

As portas reabrem no dia 17 de setembro. O primeiro final de semana já está com 75% da ocupação permitida. O hotel oferece 141 espaçosos apartamentos, sendo 59 suítes, todos com vistas para o verde. Há ainda nove salas de reunião privativas e um salão de festas. 



Para manter o interesse dos hóspedes fiéis, durante a quarentena o empreendimento vendeu um pacote de diárias para serem usadas sem data definida – vendeu 970.000 reais com essa campanha. “Essa venda evidenciou o interesse do público, de paulistas e paulistanos, para consumir para si ou dar de presente”, afirma o diretor geral Celso do Valle.

O hotel atende tanto pessoas viajando para São Paulo a lazer quanto o público corporativo, que vem para a cidade a negócios. Enquanto o primeiro público deve retornar aos poucos, a volta do segundo deve demorar, assim como viajantes internacionais. 


Área verde e home office

Uma das principais mudanças no ambiente é a área externa, que conta com uma piscina externa. “É uma grande área aberta em um lugar muito agradável, mas subaproveitado. Aproveitar o ar livre, que antes era luxo, hoje é necessidade”, diz Valle. O local receberá um novo restaurante, o Pateo do Palácio, com vista para o verde do Parque Burle Marx.

O menu é assinado pelos renomados chefs Jean-Georges Vongerichten e Felipe Rodrigues, que também comandam o Tangará Jean-Georges, restaurante do hotel premiado com uma estrela Michelin desde 2018. O projeto foi assinado por Patrícia Anastassiadis e paisagismo por Roberto Riscala, que priorizou árvores frutíferas nativas, como as jabuticabeiras, com o intuito de atrair diversas espécies de pássaros. Os terraços de alguns apartamentos no primeiro andar, com vista para o pátio, serão ocupados por diversas bandas para oferecer música ao vivo durante o jantar – mas com distanciamento. 

O spa também ganhará espaços ao ar livre, para procedimentos faciais e massagens em tendas construídas em meio ao verde. Treinos coletivos de ginástica funcional e yoga serão oferecidos ao ar livre. Durante a semana, personal trainers poderão realizar acompanhamento individual, seja ao ar livre ou na academia. “Não se vê o trânsito de São Paulo de nenhuma janela, só o verde. Queremos atrair clientes com o conceito de ‘staycation’, viajar sem sair muito longe”, afirma o diretor. 

Outro atrativo é a possibilidade de reservar um quarto extra, sem custo algum, para trabalhar em home office ou para as aulas virtuais dos filhos. 


Cuidados no fechamento

Durante os meses em que permaneceu fechado, o hotel foi todo renovado. “Ainda que seja um empreendimento novo, de apenas três anos, havia 96 itens que precisaram ser revisados em todos os quartos”, diz o diretor. Durante o período de portas fechadas, o hotel contratou mais seguranças, com receio de deixar o empreendimento vazio e sem circulação. A empresa adotou medidas de redução de jornada e salário por um período. Com mais de 260 colaboradores em março, hoje são 180.

Para a reabertura, a empresa contou com uma consultoria do hospital Albert Einstein. Os protocolos de segurança abrangem desde a limpeza dos quartos e regras de circulação até o recebimento de mercadorias nos fundos. Estofados das cadeiras foram trocados para facilitar a limpeza e as chaves magnéticas foram substituídas por um código QR no celular. Na limpeza, o funcionário que retira as roupas de cama na saída de um hóspede não é o mesmo que irá colocar novos lençóis, por exemplo.




0 visualização