Luxuoso resort de esqui tem teleférico com cristais Swarovski

Teleférico de três cabos é o mais alto do mundo e entra e sai da estação de montanha mais alta da Europa, localizada na Suíça


É fácil viver nas nuvens em Zermatt: o resort de esqui suiço fica à sombra eterna do Matterhorn, uma das montanhas mais altas da Europa, e suas pistas estão entre as mais íngremes do continente. Agora você também poderá admirar tudo isso do teleférico de três cabos mais alto do mundo, que entra e sai – sim, você adivinhou – da estação de montanha mais alta da Europa.

Ficou tonto só de imaginar? Tente acrescentar a isso um preço de US$ 60 milhões, um piso de vidro transparente e mais de 1 milhão de cristais brilhantes.


Desde a inauguração, no final de novembro, o Matterhorn Glacier Ride – colaboração entre a fabricante italiana de teleféricos Leitner Ropeways; a lendária empresa de design de automóveis Pininfarina; e a gigante dos cristais Swarovski – tem transportado até 2.000 passageiros por hora em 4 quilômetros de cabos. O teleférico ascende 900 metros em nove minutos, da estação Trockener Steg até o Klein Matterhorn, a irmãzinha da famosa montanha com formato de dente pontiagudo de Zermatt, onde deixa os praticantes de esqui e snowboard à estonteante altura de 3.883 metros.


Quatro “cabines de cristal”, marcadas pelos deslumbrantes exteriores da Swarovski, contam com uma vantagem adicional: pisos de vidro fosco que se tornam transparentes quando o bondinho chega a 170 metros de altura, oferecendo uma visão espetacular da geleira que circunda a base do Matterhorn.


https://youtu.be/xW6KxLUdOBI


Para os frequentadores de Zermatt, é uma melhoria muito bem-vinda. O sistema anterior já tinha 40 anos e, na temporada alta, o tempo de espera chegava a uma hora e meia. Agora, a capacidade triplicou.


Matterhorn Glacier Ride (Matterhorn Zermatt Bergbahnen/Divulgação)


O novo sistema também é bastante luxuoso, considerando que os passageiros entram com as botas cobertas de neve e lama. As 25 cabines têm assentos de couro e camurça artificial com design da Pininfarina, enfeitados com o logotipo da montanha (em cristais Swarovski). “O design da cabine é puro, harmônico e dinâmico – um exemplo perfeito do melhor design da Pininfarina”, disse o presidente da empresa, Paolo Pininfarina, à Bloomberg.


Tudo isso tem um alto custo para a Zermatt Bergbahnen: o investimento de US$ 60 milhões no bondinho é superado na Europa apenas pelo do Stubai Glacier Ride, na Áustria, de US$ 72 milhões, que também tem assentos da Pininfarina. No caso de Zermatt, o custo aumenta não só pelos materiais de luxo; além dos cristais, houve também ambiciosas façanhas de engenharia, como a distância (o cabo mais comprido chega a 2,5 quilômetros entre as duas torres, um recorde para a Europa), limitações meteorológicas por causa do vento e da neblina e os desafios do trabalho a uma altitude tão elevada (durante dois anos e meio, esse foi o canteiro de obras de maior altitude do continente).


“Nós esperamos que [o novo teleférico] aumente o número de visitantes, especialmente no campo do turismo de excursões”, diz Mathias Imoberdorf, gerente de comunicações da Zermatt Bergbahnen, sobre o investimento. O Klein Matterhorn já tem tobogãs de neve, uma sala de cinema, um palácio subterrâneo na geleira e o mirante da estação mais alta, com vista para três países, para garantir a diversão de quem não esquia.






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