Quem inventou o vinho?

Você conhece a história do vinho?


Você já parou para pensar o que é vinho? Nada mais é que o resultado da fermentação alcoólica do suco de uva vinífera (sim, existem uvas viníferas e não viníferas). A reação química pode ser resumida assim: açúcar + levedura (um fermento) = álcool + CO2 (além de calor). Isso quer dizer que alguém percebeu que o vinho “aconteceu” quando uma casca de uva se rompeu e naturalmente começou este processo porque ali havia levedura. Fez-se o vinho!


Senta que lá vem história...

Alguém aqui sabe dizer quem foi a primeira a pessoa a beber vinho na história do mundo? Não, não fazemos a menor ideia! Existem muitas discussões, teorias e palpites, mas a verdade é que de tempos em tempos, em algumas escavações arqueológicas pela Europa, descobre-se uma nova relíquia de 6 ou 8 mil anos a.C (antes de Cristo). Assim prosseguimos, sem saber qual é o marco zero do mundo dos vinhos. Resumidamente, podemos dizer que a história é essa:



Parreira: as origens

Alguns estudiosos acreditam que a parreira teve origem há 150 milhões de anos e outros afirmam que a data provável é há 65 milhões de anos, em distantes Eras Geológicas. O que se pode afirmar, por reconhecidos testes datados com carbono, é que as sementes mais antigas de videiras cultivadas pelo homem foram achadas na atual Geórgia, entre 8.500 e 6.500 antes de Cristo.

Naquela distante época os continentes estavam juntos (Pangeia: pan, do grego, todo ou inteiro; Geia, terra). Depois de um longuíssimo tempo, quando houve a separação dos continentes, aconteceu de a Vitis Vinifera ficar na Europa e a Vitis Americana (Lambrusca), na América. É a Vitis Vinifera, de bagos menores, com quantidade ínfima de antranilato de metila (que é a substância química que dá o cheiro de suco de uva), só que menos resistente aos parasitas, que dá origem aos vinhos finos.

Mas quando se fez vinho pela primeira vez?

Lendas existem muitas, mas é impossível precisar uma data. Para ajudar, o começo de uma breve linha do tempo:


Egípcios

Foram os primeiros a retratar a vindima e produção de vinho. Porém, o vinho desta época é remoto demais para defendermos uma hipótese ou outra sobre como ele era.


Gregos

A partir deste povo pode-se rastrear a história do vinho, já que com eles o vinho chegou ao seu verdadeiro lar: Itália, França e Península Ibérica. Os gregos eram verdadeiros entusiastas dos vinhos, consumido à vontade nos Simpósios: diziam que a 1ª taça era para o corpo, a 2ª para a mente e a 3ª para o amor. O Deus do Vinho deles era Dionísio.


Romanos

Os romanos têm papel fundamental na evolução dos vinhos, pois eles povoaram a Europa plantando parreiras (como a planta tem ciclo anual, precisa que alguém cuide dela; desta forma, os romanos conseguiram fixar o homem à terra). Eles também descobriram que o vinho era exportável com ânforas, barro e cera. Além disso, perceberam que alguns pedaços de terra eram melhores que os outros – o início do conceito dos crus. Os romanos eram militares e colonizadores. O deus do vinho para eles era Baco.

Os francos, um dos povos que deram origem aos franceses, começaram a produzir vinhos nos monastérios ajudando a criar um mapeamento de terroir irretocável como o da Borgonha, por exemplo, que demorou mais de 800 anos de pesquisa dos monges cistercienses para ficar “pronto”.


Século X

A partir do século X o vinho renasceu em virtude da Igreja e da monarquia. No século XIII estabelecem-se as rotas de vinhos – lembre-se que a Inglaterra, naquela época, era o que a China é hoje. Entre os séculos XV e XVI começam a surgir os nomes famosos das propriedades, é um período de expansão e lucratividade.

Ainda tem muita história até chegar aos dias de hoje. Aos poucos, a gente conta!

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